Brasileiro deve comprar mais material de construção em 2013
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domingo, 22 de setembro de 2013
Mie Francine Chiba<br> Reportagem Local 
O varejo de material de construção deve faturar R$ 119,2 bilhões este ano. A estimativa é de pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência, que também estimou em R$ 109,47 bilhões o faturamento de 2012. Para o resultado, a entidade aposta no crescimento da oferta de crédito para o setor imobiliário e no aumento real da renda do trabalhador brasileiro.
A classe B, com renda média mensal de R$ 3,9 mil, é a que mais consome material de construção, afirma ainda a pesquisa. Esta parcela da população detém 41% do consumo, percentual correspondente a R$ 49 bilhões da estimativa para 2013. Em seguida, vem a classe C, com potencial de R$ 43,8 bilhões de consumo no ano.
A região Sul fica em terceiro lugar tanto em potencial de consumo (R$ 21,1 bilhões) quanto em número de estabelecimentos comerciais do ramo (27 mil), atrás das regiões Norte e Nordeste e Sudeste. Cada estabelecimento do Sul fica com R$ 781 mil da produtividade, valor 10% abaixo da média nacional, de R$ 864 mil.
A Telhanorte, home center com atuação em todo o Brasil, projeta crescimento de 7% na região Sul. Mesmo atrás da região Sudeste, o Sul fica para a empresa acima da expectativa de crescimento nacional, que é de 2,5%. "Fatores que acabam favorecendo são a ampliação e o barateamento do crédito, o alinhamento da renda familiar e o crescimento do mercado imobiliário", comenta Marcos Alberto Luciano de Lima, gerente regional da Telhanorte no Paraná.
Já Júlio César Cortez, gerente regional da Todimo, afirma que 2013 "não está sendo um ano fácil", pois o segmento de material de construção neste momento concorre com segmentos como o de automóveis e o de eletrodomésticos. "As pessoas estão começando a perceber a importância do investimento no próprio patrimônio com o crédito." Melhores resultados são esperados para o segundo semestre, quando as pessoas aceleram a reforma da casa para receber os parentes nas festas de fim de ano.
A Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) estima crescimento de 4% no mercado este ano. "Mas é provável que tenhamos que revisar este índice para cima", avisa o presidente da entidade, Cláudio Conz. No Paraná, a previsão é que as vendas superem os 3%.
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