Curitiba - A pesquisa do IBGE revelou ainda dados interessantes sobre viagens: 37% delas foram realizadas por lazer e férias. No Paraná, o percentual foi mais alto e atingiu 38,6%. O segundo motivo que mais levou as pessoas a viajarem foi para a casa de parentes, com 22,3% das escolhas no cenário nacional e 27,6% no Paraná.
As viagens a negócios responderam por 15,8% no Brasil e 12,3% no Paraná. Os deslocamentos motivados por educação foram 2,3% do total no País e 2,2% no Estado. As viagens com motivo de tratamento médico foram 8% no Brasil e 7% no Paraná. E os passeios por motivos religiosos responderam por 2,6% no País e 1,7% no Estado.
O IBGE mostrou que os brasileiros preferem gastar mais com transporte e alimentação durante a estadia do que com o alojamento. As despesas com transporte correspondiam a 48,6% do gasto total com viagens esporádicas e o percentual superou as despesas com alojamento (11,6%).
Com hotéis foram gastos 22,6% e com pacotes turísticos 12,8%. O gasto médio do brasileiro com viagens era de R$ 50,16. Esta foi a primeira vez que este assunto foi pesquisado pela Pesquisa de Orçamento Familiar (POF). Regionalmente, os moradores do Sul foram os que mais viajaram de férias - 44% do total de deslocamentos.
Para o diretor de relações com o mercado da Associação Brasileira de Agências de Viagens do Paraná (Abav-PR), Geraldo Rocha, o segmento de turismo é um mercado que tem crescido a cada ano. Ele destacou que, mesmo com a crise internacional, as pessoas não estão deixando de viajar em 2012. No ano passado, o crescimento do setor foi de 25% e, para este ano, a expectativa é crescer 15% no País. Segundo ele, o Paraná deve acompanhar a mesma tendência. Os destinos mais procurados ainda são Argentina e Estados Unidos.
''Os clientes geralmente chegam nas agências e dizem que o hotel não precisa ser muito caro. Eles querem gastar em compras e alimentação e, para isso, sacrificam os gastos com acomodações'', destacou. Rocha disse que a possibilidade de parcelamento das viagens em até dez vezes também tem facilitado as compras de pacotes turísticos.
Saúde
A pesquisa apontou também que os mais pobres gastam mais com remédios e os mais ricos têm despesa maior com plano de saúde. Do total gasto com saúde, o peso de medicamentos era de 74,2% entre os 40% mais pobres e só de 33,6% para os 10% mais ricos. Já o plano de saúde tinha participação de apenas 7% no orçamento daqueles na base dos rendimentos, contra 42,3% para os mais ricos. Ao todo, as despesas com saúde representavam 7,2% do orçamento do brasileiro em 2008/2009, pouco acima dos 7% de 2002/2003.
As despesas com remédios foram 48,6% no Brasil e 55,6% no Paraná. Com plano de saúde os brasileiros gastaram 29,8% e os paranaenses 18,1%. Em consulta e tratamento dentário o gasto no Brasil foi de 4,7% e no Paraná de 6,6%. E, em consultas médicas, o desembolso foi de 3,9% no Brasil e 3,7% no Paraná. (A.B./ Com agências)

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