Os bancos estrangeiros estão otimistas com o desempenho da economia brasileira. Em duas semanas, três dos principais bancos de investimentos divulgaram relatórios recomendando o País a investidores. Depois do Merrill Lynch e do JP Morgan, é a vez do Morgan Stanley Dean Witter afirmar que ‘‘o Brasil é hoje o melhor ativo entre os mercados emergentes’’.
Com posição overweight (que equivale à recomendação de forte compra), o País transformou-se na menina dos olhos da equipe de pesquisa em renda fixa e soberanos para a América Latina (AL) do Morgan Stanley. No relatório de avaliação das economias emergentes da região, divulgado na segunda-feira, a instituição diz que o País tem apresentado a maior melhora entre os créditos da AL.
Por conta disso, a equipe do banco antecipa que os títulos brasileiros deverão estar sendo negociados a apenas 300 pontos atrás dos do México no curto prazo. Hoje, essa diferença ainda é de 400 pontos, mas a instituição prevê que os títulos mexicanos já deverão estar trabalhando no universo do ‘‘investment grade’’ até o fim deste ano. Com isso, diz o relatório, o Brasil está próximo de tornar-se a referência do mercado de soberanos de high yield (de risco e rendimentos mais elevados).
Para o economista-chefe do Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA), Octavio de Barros, essa onda de otimismo é um reconhecimento à melhora dos indicadores do País, principalmente em relação à área fiscal. ‘‘O risco hoje é muito menor do que à época da desvalorização cambial’’.

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