Brasil volta a lançar títulos
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segunda-feira, 19 de abril de 1999
Agência Estado 
Depois de um ano da última emissão, o Brasil voltou ontem ao mercado internacional ofertando um título soberano da República com prazo de cinco anos para captar no mínimo US$ 1 bilhão. A emissão marca o retorno do Brasil ao mercado depois da crise precipitada pela moratória da Rússia, em agosto de 1998, e que acabou forçando o País a desvalorizar o real e mudar o regime cambial.
O novo bônus global oferece duas alternativas para aquisição: em dinheiro ou por meio de troca de dívida velha por nova. O governo brasileiro estará recebendo as propostas para a compra do papel em dinheiro até quinta-feira. Até a sexta, poderão fazer ofertas os investidores que optarem pela troca. Por ser global, o novo título pode ser adquirido por investidores de todo o mundo.
De acordo com nota divulgada, simultaneamente, em Nova York e Brasília, dois tipos de papéis da dívida velha poderão ser usados na troca. Os chamados bônus de juros atrasados (Interest Due Unpaid - IDU), que vencem em 2001, e os bônus de juros elegíveis (Elegible Interest - EI) com prazo para pagamento em 2006. Os IDU foram renegociados no governo Collor pelo embaixador Jório Dauster. Já os EI integram o elenco dos papéis da dívida externa brasileira que foi reestruturada. A negociação destes títulos foi feita pelo atual ministro da Fazenda, Pedro Malan. Os dois títulos são do grupo dos Brady Bonds.
Somente no fechamento das propostas o governo brasileiro saberá o volume de venda do novo bônus e o preço que pagará nas duas alternativas da operação. No caso da troca, segundo a nota, os investidores receberão em espécie os juros já vencidos e não pagos dos títulos antigos que forem usados na operação.


