Brasília O Brasil vai propor à Organização Internacional do Café (OIC), em reunião a ser realizada em Londres entre os dias 23 e 27 de setembro, que o produto exportado tenha um padrão internacional mínimo de qualidade. A proposta foi aprovada ontem em reunião do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) e tem como objetivo evitar que cafés com qualidade inferior invadam o mercado mundial, a exemplo das exportações que vêm sendo feitas de café robusta pelo Vietnã.
O robusta é misturado pelos países importadores a outros tipos de café e comercializado a um preço mais alto, como se tivesse padrão mais elevado. Na reunião, segundo o diretor do Departamento do Café do Ministério da Agricultura, Jaime Payne, também foi aprovada a criação de um comitê de crédito que irá acompanhar as operações de empréstimos realizadas com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé).
Este comitê, formado por representantes do Departamento do Café (Ministério da Agricultura), Secretaria de Acompanhamento Econômico (Ministério da Fazenda), Banco Central, Banco do Brasil e setor privado (quando assuntos ligados diretamente ao setor estão em pauta), também terá como tarefa buscar alternativas de crédito para a cafeicultura e evitar a burocratização dessas operações nos bancos.
Estocagem Com relação ao programa de estocagem, Payne informou que a maior parte dos R$ 690 milhões destinados ao programa já foram emprestados aos produtores para custeio e colheita das lavouras. Até o dia 30 de setembro, os cafeicultores terão de fazer as opções para o crédito de estocagem. Como eles poderão transformar crédito de custeio e colheita em estocagem, Payne disse que a estimativa é de que, até o fim de setembro, de 3 milhões a 4 milhões de sacas de café deverão ser depositadas nos armazéns como garantia desses financiamentos.

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