Brasil vai importar menos máquinas e equipamentos em 98
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segunda-feira, 29 de dezembro de 1997
Agência Folha São Paulo 
Arquivo FolhaLimiteMáquinas e equipamentos fora da nova lista terão alíquota predominante de 20% As importações de máquinas e equipamentos seriados, em trajetória ascendente desde 1993, podem cair no próximo ano. A principal razão é o novo regime de ex-tarifários (lista de produtos com redução de Imposto de Importação) para máquinas e equipamentos.
A partir de 1º de janeiro, somente 830 tipos de máquinas e equipamentos serão favorecidos pela redução do Imposto de Importação (II), de acordo com determinação do governo. São 343 produtos utilizados pelos setores de telecomunicações, informática e parques temáticos e 487 de áreas industriais variadas. Esses itens terão taxação do II de 5%. Os produtos fora da lista terão alíquota predominante de 20%.
A lista dos ex-tarifários chegou a ter 3.600 itens, mas foi suspensa pelo governo em julho deste ano. A suspensão atendeu principalmente às reivindicações da Abimaq (Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos). A entidade argumentava que produtos importados com similares nacionais estavam entrando no País por meio do regime de ex-tarifários, isto é, com alíquotas favorecidas.
Desde então seguiram-se negociações de setores empresariais com técnicos do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo sobre os produtos a serem incluídos no regime, até que a lista definitiva ficasse pronta. Em 1997 tivemos muita importação, mas em 1998 elas podem cair de 10% a 15%, afirma Sérgio Magalhães, presidente da Abimaq. A fraude foi muito grande com os ex-tarifários; era impossível ter 60% das importações sem similar nacional, argumenta.
De acordo com estimativas da entidade, as importações de máquinas e equipamentos totalizaram US$ 8,7 bilhões neste ano, contra US$ 6,6 bilhões em 1996. Parte significativa das importações deste ano foi realizada dentro do regime antigo de ex-tarifários, por isso a expectativa da Abimaq de menor importação para 1998.
Em 1997, ainda de acordo com estudos da Abimaq, o volume importado de máquinas e equipamentos superou, pela primeira vez na década, a marca de 50% da produção interna. O próximo ano será favorável ao setor, mesmo com juros altos nos primeiros meses, diz Magalhães. A Abimaq prevê um aquecimento da economia com a aproximação das eleições.
Haverá investimentos em infra-estrutura com as privatizações; na pior das hipóteses manteremos a mesma produção de 1997, diz.


