Os focos de febre aftosa confirmados nos Estados de Mato Grosso do Sul e no Paraná trarão uma queda nas exportações brasileiras de carne. A previsão inicial dos órgãos governamentais era de que o País exportasse mais de 2 milhões de toneladas neste ano. Agora, essa expectativa já foi rebaixada para 1,8 milhões de toneladas. Somente este último trimestre do ano causou alguma influência nesses resultados.
Segundo Geide Figueiredo Júnior, consultor do Instituto FNP, de janeiro a setembro deste ano, as exportações vinham crescendo 25% por mês, comparando com o mesmo período do ano passado. No entanto, em outubro a queda foi de 13%, comparando com o mesmo mês de 2004. O resultado de novembro ainda não foi fechado. Segundo o Sindicarne do Paraná, somente a suspeita de aftosa trouxe prejuízos de US$ 4,5 milhões ao Estado em outubro. Se essa situação durar pelo menos seis meses, esse valor sobe para US$ 150 milhões ou cerca de R$ 330 milhões.
''Isso tudo sem falar das exportações de suínos, que Santa Catarina pode assumir o mercado paranaense'', avalia Gustavo Fanaya, economista do Sindicarne. Na avaliação dele, a instalação de uma CPI poderia desvendar os mistérios de cercam a confirmação do foco de aftosa no Paraná. ''Existem interesses de indústrias e produtores. Já os Estados estão agindo legalmente, dentro do seu interesse legítimo que é a reserva de mercado'', opina. (F.M.)

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