Curitiba A safra de grãos do Brasil deve bater na casa dos 120 milhões de toneladas em 2003. A expectativa é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que fez levantamento com base nos dados colhidos em julho. Essa previsão representa alta de 20,38% na produção do ano passado e incremento de 1 milhão de tonelada em relação à estimativa divulgada pelo IBGE há um mês.
Segundo o IBGE, a expectativa atual é que a produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas (caroço de algodão, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale) alcance 120,8 milhões de toneladas.
O aumento em relação à previsão anterior ocorreu por causa da revisão nas produções de milho e trigo, nos quais o Paraná é o principal produtor. O milho da segunda safra apresentou aumento de 3,97% em relação à previsão anterior. Segundo o IBGE, as condições climáticas, aliadas aos fatores tecnológicos, contribuíram para ''o formidável resultado da safra de milho no Estado''.
A estimativa é que o Paraná produza 5 milhões de toneladas do milho safrinha e outras 8,2 milhões de toneladas na safra principal. Os bons preços incentivaram o plantio do cereal, segundo o IBGE. A produção nacional de milho deve atingir 46,2 milhões de toneladas, um incremento de 30,36% em relação ao volume do ano safra anterior.
A produção brasileira de trigo está estimada em 5,28 milhões de toneladas. A produção paranaense deve bater nos 2,74 milhões de toneladas. O Rio Grande do Sul, o outro grande produtor nacional, deve produzir 2,1 milhões de toneladas. No Paraná, o plantio foi concluído em julho, totalizando uma área de 1,2 milhão de hectares, 10,4% acima da extensão cultivada em 2002.
Considerando a estimativa da produção nacional em relação à safra de 2002, apresentam aumento o algodão herbáceo (3,75%), feijão primeira safra (1,98%), feijão segunda safra (32,33%), feijão terceira safra (8,49%), milho primeira safra (18,89%), milho segunda safra (84,47%), soja (22,06%), sorgo (107,25%) e trigo (80,57%). Apenas o arroz apresentou variação negativa (-2,02%).

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