Brasil terá que reduzir gastos, afirma analista
O Banco Central brasileiro não conseguirá mais influenciar a taxa de crescimento da economia do País neste ano, embora tenha decidido manter a taxa Selic em 19% ao ano na última reunião do Copom, segundo o diretor-gerente de estratégia para mercados emergentes do Deutsche Bank, Jose Luis Daza.
''O Brasil, como em todo o resto dos mercados emergentes, sofre com a redução no crescimento da economia mundial e também com a forte diminuição no fluxo de capital, contribuindo para o enfraquecimento da moeda brasileira'', disse Daza. ''O Brasil é um país que gasta mais do que seu nível de receita, isto é, tem um déficit crônico. Mas a disponibilidade de financiamento no mercado internacional está muito menor, por isso o Brasil terá de reduzir os seus gastos. O problema é como o País fará isso'', disse.
As alternativas, segundo Daza, são: a) dar um salto nas taxas de juros, diminuindo o consumo e investimentos; b) não elevar tanto a taxa de juros, deixando a inflação subir mais, sem que o salário real acompanhe a elevação nos preços. Daza diz que a cotação do real está subvalorizada. ''Tenho certeza que o real irá se apreciar frente ao dólar, o problema é que ninguém sabe quanto tempo isso irá levar''. (AE)





