Brasil terá o 3º menor crescimento da AL, diz Cepal
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quarta-feira, 03 de agosto de 2005
Vinicius Albuquerque<br> Folhapress 
São Paulo - A economia brasileira terá o terceiro menor crescimento econômico neste ano, à frente apenas do Paraguai e de El Salvador, segundo estudo da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), divulgado ontem.
O crescimento do país deverá ser de 3% neste ano, menos que os 4% previstos em abril, afetado principalmente pelas altas na taxa de juros do Banco Central, diz o estudo da comissão. ''A alta das taxas de juros repercutiu no desenvolvimento da atividade econômica, que desacelerou sua taxa de expansão no último trimestre de 2004 e no primeiro de trimestre de 2005'', que foram, respectivamente, de 0,4% e 0,3% respectivamente, segundo o documento. ''Devido a esses resultados, se corrigiu a expectativa de crescimento para 2005, que se estima agora em 3%.''
O mesmo percentual de crescimento que o do Brasil está previsto para a Costa Rica, o Equador, a Guatemala e o Haiti - cuja economia, no ano passado, registrou retração de 3,8%, segundo a Cepal. Considerados os países do Mercosul, desde os membros do bloco até os países associados, o crescimento previsto para o Brasil supera apenas o do Paraguai. A economia da Argentina deverá apresentar a maior expansão na América Latina neste ano, com crescimento previsto de 7,3%.
Em segundo lugar vem a Venezuela (país associado do Mercosul), com crescimento previsto de 7% neste ano, seguida do Uruguai, que deverá ter crescimento de 6,2%. O Chile e a Bolívia (os outros países associados do Mercosul) deverão crescer 6% e 3,5% respectivamente. O Paraguai, por sua vez, deverá registrar crescimento econômico de 2,8%. O outro país latino-americano que deverá ficar atrás do Brasil, El Salvador, terá crescimento econômico de 2,5%.
Combate à inflação - O instituto lembra que as altas de juros foram o modo adotado pelas autoridades monetárias brasileiras para conter as pressões inflacionárias causadas pela expansão da economia. ''A taxa de inflação em 2004 foi de 7,6%'', de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, diz a Cepal.
''Não obstante, devido ao maior crescimento dos preços e com o objetivo de alcançar a meta de inflação de 5,1% fixada para 2005, a partir de setembro de 2004 o Banco Central começou a aumentar a taxa básica de juros, que, em maio de 2005, chegou a 19,75%.''


