O governo vai contratar consultores especializados no exterior para apoiar o programa de promoção das exportações brasileiras. O programa, anunciado em setembro pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral, foi lançado oficialmente ontem numa solenidade que contou também com a presença dos ministros das Relações Exteriores, Celso Lafer, e da Agricultura, Pratini de Morais.
O programa escolheu dez produtos e serviços brasileiros que receberão apoio especial em suas ofensivas de penetração em alguns mercados selecionados: alimentos (frutas, cafés especiais, cachaça), carnes, calçados e couros (componentes para máquinas para a produção de calçados), móveis, têxteis e confecções, cosméticos, cerâmica e revestimentos, autopeças, máquinas e turismo.
Os mercados escolhidos são Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Japão, China, México e Índia. Será reforçada também a política de atração de turistas de alguns desses países para o Brasil.
O ministro Sérgio Amaral explicou que diversos órgãos federais que de alguma maneira interferem nas as exportações vão se coordenar para estimular o programa. Ele afirmou ainda que o programa também contará com o apoio das embaixadas brasileiras no exterior.
Os consultores estrangeiros vão auxiliar na elaboração de planos de penetração dos produtos brasileiros nos mercados selecionados. O trabalho envolverá o mapeamento de redes ou sistemas de distribuição, com identificação dos principais importadores, varejistas e atacadistas, entidades oficiais e associações de classe.
Haverá ainda, segundo o ministro, a coordenação dos recursos financeiros de órgãos governamentais na realização de campanhas publicitárias para criar a imagem de um Brasil eficiente e produtivo.
Essas campanhas previstas no programa serão seguidas de propagandas específicas dos produtos promovidos. ''É preciso tirar as amarras da burocracia para que o câmbio possa funcionar. É hora de o exportador sair para vender'', afirmou Amaral.
Ele avaliou que o setor de turismo é um dos que deverão ter reação mais rápida, por causa dos programas de investimentos já realizados nessa área. O ministro Sérgio Amaral disse, no entanto, que é necessário desburocratizar os procedimentos para os turistas não serem submetidos a longas esperas em portos e aeroportos.
O presidente da Embratur, Caio de Carvalho, afirmou que o Brasil poderá ser beneficiado pelo clima que se estabeleceu após os atentados terroristas ocorridos no dia 11 de setembro nos Estados Unidos.
Segundo Carvalho, espera-se uma preferência dos turistas do Hemisfério Norte por países com características multi-raciais. Ele lembrou que há 15 milhões de turistas potenciais na América do Sul que deverão enfrentar maiores dificuldades com vistos em outras regiões do planeta.

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