Brasília - Um crescimento de 21% das exportações no mês passado com relação ao mesmo período de 2002 garantiu um saldo comercial de US$ 1,160 bilhão em janeiro. É o segundo melhor saldo comercial da história para o período. Em janeiro de 1997, as exportações superaram as importações em US$ 1,173 bilhão. Em janeiro do ano passado, o saldo havia sido de US$ 171 milhões.
No total, o País exportou US$ 4,805 bilhões no primeiro mês deste ano, o melhor resultado da história. São US$ 833 milhões ou 21% a mais que em janeiro de 2002.
As exportações brasileiras voltaram a crescer no segundo semestre do ano passado. Nós últimos seis meses de 2002 houve um aumento de 20,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. No primeiro semestre, no entanto, as exportações haviam caído.
As vendas de todos os segmentos (básicos, semimanufaturados e manufaturados) foram recordes para um mês de janeiro. ''A posição favorável do câmbio, os investimentos efetuados na melhoria da qualidade e em marketing e a diversificação de mercados são os fatores que estão levando o setor exportador a alcançar resultados favoráveis'', afirma nota divulgada ontem pelo Ministério do Desenvolvimento.
As exportação, além de crescerem em volume, foram beneficiadas por aumento de preços em importantes produtos vendidos pelo Brasil, como gasolina (59,6%), óleos e combustíveis (55,4%) e óleo de soja (54,5%).
Além do aumento das exportações, houve uma queda de 4,1% nas importações de janeiro deste ano que contribuiu para o resultado da balança. No mês passado, o Brasil importou US$ 3,645 bilhões, US$ 156 milhões a menos que em janeiro de 2002.
As importações só não foram menores devido à disparada do preço do petróleo. Embora o País tenha importado um volume de petróleo 9% menor que em janeiro do ano passado, o gasto com as importações subiram 64,8%. Em janeiro de 2002, o barril do petróleo custava US$ 16,50. No mês passado, chegou a custar US$ 29,70.
Nos últimos 12 meses (terminados em janeiro deste ano), o País acumula um superávit comercial de US$ 14,119 bilhões, o melhor resultado para 12 meses desde o registrado em outubro de 1994. O Banco Central prevê um superávit de US$ 15 bilhões neste ano.

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