Brasil tem salto de qualidade
Para Eduardo Costa, a participação brasileira na Comdex Fall de Las Vegas, teve um crescimento quantitativo até o ano passado. Neste ano tivemos um salto de qualidade, comemora. O nosso estande, projetado por Oscar Niemeyer, causou sensação na feira, reforçou a imagem de um país criativo, que surpreende, e que por isso mesmo é viável em software.
Para o ano que vem, o Programa Softex já contratou um espaço, para o mesmo estande, no outro pavilhão da Comdex, o Las Vegas Center, onde se concentram os gigantes da indústria mundial de informática. Vínhamos preferindo o Sands Center porque, até o ano passado, este era o pavilhão da multimídia e das inovações, diz Costa. Mas agora que tudo é multimídia, nós vamos ficar mais perto dos grandes, porque vai mais gente lá.
Na opinião do coordenador nacional do Programa Softex, a participação do empresário brasileiro em feiras como a Comdex Fall e a Cebit, que acontece em Hannover, Alemanha, de 13 a 19 de março, é fundamental para um país que quer se colocar no mercado mundial. Todo empresário que chega aqui pela primeira vez fica apavorado, a primeira impressão é de que sua empresa nunca vai conseguir penetrar num mercado tão competitivo; mas daí ele começa a visitar seus concorrentes e percebe duas coisa: que o seu produto é tão bom quanto o melhor que produzimos aqui e no mundo, e que a grande maioria das empresas é tão pequena quanto a sua.
O maior problema do empresário brasileiro de software, segundo Eduardo Costa, é não saber o que o americano já nasce sabendo: vender. Ele observa: Enquanto nos Estados Unidos o título de maior prestígio é o MBA (Master os Business Administration), que é vendas, no Brasil há um preconceito contra o vendedor; trabalhar em vendas no Brasil é uma espécie de condenação social, argumenta.
Por isso, além da participação em feira, o Programa Softex vai oferecer, já no ano que vem, um curso de MBA para 25 brasileiros, pelo menos em de cada núcleo, na Flórida, EUA. Nós somos muito criativos e flexíveis para produzir software, mas precisamos aprender com o americanos a vender o software que produzimos.(T.F.)





