A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) defendeu, durante a audiência pública conjunta das Comissões de Economia e de Agricultura, que o País adote sobretaxa de 115% para a entrada do algodão norte-americano, que é altamente subsidiado.
O presidente da associação, Jorge Maeda, informou que a Abrapa formalizou o pedido no Departamento Comercial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em março deste ano. De acordo com ele, em 1980 o Brasil era o segundo maior exportador de algodão do mundo. Em 1981, houve diminuição da área plantada e também da produção.
Em 1997 começou a recuperação: foram 305 mil toneladas plantadas que, em 2001, passaram para 940 mil. Apesar das 904 mil toneladas produzidas no ano passado, o Brasil corre o risco de tornar-se grande importador do produto, em razão dos subsídios norte-americanos. Em 2001, o Brasil exportou 150 mil toneladas, mas em 2002 a previsão é de que o País importe 120 mil toneladas. Nos EUA, para cada dólar de algodão produzido, o agricultor recebe mais de 100% de subsídios.
O presidente da Abrapa enfatiza que o setor exige altos investimentos. De acordo com ele, uma colheitadeira, exclusiva para a lavoura de algodão, custa US$ 240 mil, e uma algodoeira, com capacidade para 14 mil toneladas, custa US$ 4 milhões. (Agência Câmara).

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