O Brasil "tem muito para avançar" até que seja admitido como membro da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), segundo o diretor do Centro de Política e Administração Fiscal da entidade, Pascal Sainmans. O pedido de adesão foi feito pelo governo brasileiro no fim de maio, mas até que o País seja efetivamente aceito pode haver um intervalo de anos. No caso da Colômbia, o processo já demora "três ou quatro anos", disse Sainmans.
Atualmente, os 35 representantes de países membros avaliam uma primeira resposta ao pedido do Brasil. A OCDE deverá se posicionar "rapidamente" se vai analisar o pedido, no prazo de semanas ou meses. "O Brasil tem um patamar alto de tributação e não é esperada mudança. O impacto seria nos negócios, geração de receita, eliminação da dupla tributação, em melhorias do ambiente de negócios, ao mesmo tempo em que deve contribuir na briga contra a sonegação fiscal e evasão fiscal", disse o diretor da OCDE.

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