Brasil tem modelo econômico equilibrado
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terça-feira, 08 de fevereiro de 2011
Agência Estado 
São Paulo - O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, elogiou a política econômica estável do governo do Brasil durante a crise de 2008, que levou a maior economia da América Latina a entrar brevemente em recessão no início de 2009. ''O Brasil tem um modelo econômico eficaz e bem equilibrado'', disse Geithner.
O Brasil e outros países emergentes, no entanto, estão sendo sobrecarregados com a disparada potencialmente prejudicial dos investimentos estrangeiros de grandes economias com moedas subvalorizadas e taxas de câmbio rigidamente controladas, disse Geithner. O secretário do Tesouro apontou para o yuan da China, embora tenha afirmado que o país tem feito progressos no que se refere ao câmbio.
''A China está nos estágios iniciais da transição para uma moeda flexível'', disse Geithner. ''Esta transição é absolutamente necessária e os líderes chineses sabem disso'', afirmou.
Geithner afirmou também que a decisão tomada pelo País de implementar medidas para conter o pesado fluxo de entrada de investimento estrangeiro, que valorizou o real nos meses recentes, foram ''pragmáticas''. ''As autoridades formuladoras da política brasileira têm sido pragmáticas na gestão do problema do câmbio'', disse.
Para ele, o Brasil ganha com políticas cambiais mais flexíveis, especialmente entre seus parceiros comerciais. ''Isso pode ajudar o Brasil se algum dos outros grandes países parceiros comerciais tiver uma política de câmbio mais flexível'', afirmou Geithner. ''Esta flexibilização está vindo. Irá ocorrer e queremos encorajá-la'', acrescentou. Notou que os controles de câmbio podem provocar desequilíbrios futuros, acrescentando que ''não se pode fazer política econômica isoladamente''.
O secretário do Tesouro dos EUA, que participa de encontro com os ex-presidentes do Banco Central do Brasil Persio Arida, Armínio Fraga e Affonso Celso Pastore, o economista Alexandre Schwartzman, o economista-chefe do Itaú, Ilan Goldfajn, e o economista Octavio de Barros, do Bradesco, também convocou o Brasil a ajudar os EUA a retomar as negociações paralisadas de comércio global. As informações são da Dow Jones.


