Washington - Um especialista em crises financeiras do Instituto de Economia Internacional, Morris Goldstein, está convencido de que, se o Brasil precisar de mais uns US$ 10 bilhões a US$ 15 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI) este ano, além dos US$ 9,9 bilhões a que deve ter acesso a partir amanhã, não terá maiores problemas para conseguir o crédito adicional.
Esse tipo de previsão provoca reações coléricas no governo. ‘‘Esse cara não entende nada de Brasil e não há nenhuma base para esse tipo de previsão’’, disse um alto funcionário do governo. Mas, ao contestar Goldstein, ele traçou um quadro realista sobre os perigos à frente. ‘‘Ou teremos uma crise entre agora e o fim do ano, ou no início de 2003 ou não teremos crise nenhuma.’’
Segundo o funcionário, o Brasil enfrenta um problema político e ‘‘se o candidato vencedor disser que vai manter o superávit primário de 3,75% e vai pagar a dívida nos prazos e nos termos em que ela foi contratada, sem falar em renegociação voluntária, não vai haver crise’’. Se isso não acontecer, ‘‘a crise ocorre antes de 2003’’.

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