O Grupo Garcia Brasil Sul (GBS), ao qual pertencem as empresas Viação Garcia, Brasil Sul, Princesa do Ivaí e Londrisul, acaba de renovar a frota em 104 ônibus, sendo 20 deles no conceito cabine-cama, um investimento estimado de R$ 70 milhões. O vice-presidente do grupo, Stefano Boiko Júnior, afirma que somente as linhas do padrão cabine-cama - que confere mais conforto e privacidade aos clientes, com poltrona de couro com reclinação de 180º, cortina separando as poltronas e TV em LCD individual - registraram aumento de 80% no número de passageiros nos últimos dois anos.

O crescimento não é atribuído apenas aos investimentos na frota. Mas também à redução do número de voos nos últimos anos no Paraná. "O preço da passagem aérea subiu e a oferta de voos caiu bastante. De Londrina a Curitiba, por exemplo, chegaram a ter sete voos, hoje tem dois ou três. Para São Paulo, a mesmo coisa. Isso fez com que muitos clientes do aéreo migrassem para o rodoviário, e dos que migraram grande parte veio para o cabine-cama", avalia.

Imagem ilustrativa da imagem Brasil Sul troca 104 ônibus
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O grupo foi criado em 2002, em um imóvel alugado na Vila Nova, em Londrina, quando seus fundadores haviam deixado a Expresso Nordeste, de Campo Mourão. O maior salto da empresa foi a compra da Viação Garcia, concretizada há cerca de quatro anos – negócio de R$ 500 milhões. Boiko Júnior afirma que, só para sanear as dívidas do tradicional grupo de transporte rodoviário, foram gastos cerca de R$ 150 milhões. "Nossa prioridade foi sanear as contas da Garcia. Nesse período de quatro anos, também investimos mais R$ 150 milhões em renovação da frota. Nos primeiros anos foi uma renovação um pouco tímida por conta do endividamento da empresa, que não tinha capacidade financeira".

O vice-presidente estima que em 2018 o setor de transporte rodoviário deve se manter estável, mas o grupo projeta crescimento de 5%. O GBS estima fechar 2017 com receita operacional líquida de R$ 400 milhões, o que o coloca entre as cinco maiores do País no ramo.