Brasil sobe no ranking de competitividade
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quarta-feira, 08 de outubro de 2008
Daniela Milanese<br> Agência Estado 
Londres - O Brasil subiu oito posições no ranking global de competitividade do Fórum Econômico Mundial, divulgado ontem, em Genebra. O País passou da 72 colocação em 2007 para o 64º lugar neste ano. Ainda assim, perde para os demais países do Bric, grupo que inclui a Rússia, Índia e China.
Conforme a entidade, o Brasil registrou melhora significativa em diversas áreas cobertas pelo ''The Global Competitiveness Report'', principalmente nos critérios de ambiente macroeconômico e finanças públicas.
Na América Latina, o Brasil ainda está atrás de seis países: Chile (28º), Porto Rico (41º), Barbados (47º), Panamá (58º), Costa Rica (59º) e México (60º), de um total de 134 nações analisadas.
''A alta do preço dos alimentos e da energia, a grande crise internacional e a desaceleração nas principais economias do mundo estão confrontando os tomadores de decisões com novos desafios econômicos e administrativos'', diz o professor de Economia da Columbia University e co-autor do estudo, Xavier Sala-i-Martin.
Para ele, a volatilidade atual ressalta a importância da competitividade, que pode ajudar as economias a resistir aos choques.
Liderança
Mesmo em crise, os Estados Unidos ainda lideram o ranking. O país continua em primeiro lugar, na mesma posição ocupada no ano passado.
Apesar de os EUA estarem no topo, são as nações européias que ocupam a maior parte das primeiras colocações. Em segundo lugar aparece a Suíça, seguida pela Dinamarca, Suécia, Cingapura, Finlândia, Alemanha e Holanda.
Entre as primeiras colocações, a novidade é que o Reino Unido deixou de aparecer entre os dez primeiros, caindo três posições, para 12º. Conforme a entidade, o resultado é atribuído ao enfraquecimento do mercado financeiro.
O ranking é feito com base em dados públicos dos países e entrevistas com executivos. Neste ano, foram ouvidos 12 mil homens de negócios. São avaliados 12 quesitos: instituições, infra-estrutura, estabilidade macroeconômica, saúde e educação primária, ensino superior e especialização, eficiência do mercado, eficiência da força de trabalho, sofisticação financeira, facilidade tecnológica, tamanho do mercado, sofisticação dos negócios e inovação.


