Embora tenha desembolsado apenas US$ 26,7 bilhões do pacote de US$ 41,1 bilhões acertado com o FMI em 98, o Brasil só pode pedir mais US$ 3,3 bilhões este ano, o último do acordo. Se a crise argentina recrudescer e o País precisar de mais dólares para honrar seus compromissos, será necessária uma nova negociação.
Segundo o representante do FMI no Brasil, Lorenzo Perez, o País deixou de desembolsar cerca de US$ 3,3 bilhões e não tem mais direito aos recursos. Outros US$ 2,5 bilhões, segundo o Ministério da Fazenda, deixaram de ser desembolsados do Banco Mundial.
O Brasil pode desembolsar US$ 2,4 bilhões do FMI até 1º de dezembro deste ano, quando vence o acordo. Os outros US$ 900 milhões só estarão disponíveis quando o País cumprir as metas trimestrais fixadas até setembro. Em 2000, o governo parou de desembolsar recursos e decidiu quitar quase toda a dívida com o fundo e outros 20 países que participaram do pacote. Segundo o BC, o Brasil deve apenas US$ 1,75 bilhão.
ArgentinaO governo argentino está avançando nas negociações para reprogramar as metas de déficit fiscal com o Fundo Monetário Internacional (FMI). A informação é de fontes do Ministério da Economia. Com essa reprogramação, o governo conseguiria distribuir o desvio do déficit fiscal do primeiro trimestre nos trimestres restantes, sem modificar a meta anual, que é de US$ 6,5 bilhões.

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