Brasil será auto-suficiente em petróleo
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sábado, 25 de novembro de 2000
Carmem Murara De Curitiba 
O Brasil deixará de depender do petróleo importado num prazo médio de cinco anos. A informação foi dada ontem pelo presidente da Petrobras, Henri Philippe Reichstul, que esteve em Curitiba para participar de uma solenidade referente ao Dia Nacional do Rio. Segundo Reichstul, a auto-suficiência será garantida, principalmente, pelas parcerias que a Petrobras tem firmado com algumas empresas estrangeiras que decidiram explorar petróleo no País.
A Petrobras já fez 45 joint ventures com grupos estratégicos para a exploração e produção de petróleo. Há intenção de aumentar as parcerias. Os acordos firmados garantem ao País uma produção extra de 300 mil barris ao dia.
Apenas a Petrobras consegue produzir hoje 1,3 milhão de barris ao dia, garantindo o abastecimento de 70% da demanda nacional. Até 2005 esta produção saltará para 1,85 milhão, que somandos aos 300 mil barris, serão praticamente suficientes para suprir uma demanda de 2,15 milhões de barris. O aumento no consumo é calculado com base no crescimento anual da economia brasileira, previsto para ficar em torno de 4% nos próximos anos.
Conseguir a auto-suficiência na produção de petróleo representa deixar de depender das oscilações do mercado internacional, que nos últimos meses provocou uma superelevação no preço do petróleo. Há um ano e meio, o barril era vendido a US$ 10, enquanto que hoje os valores giram em torno de US$ 32, podendo chegar a US$ 35 o barril.
O presidente da Petrobras prevê uma redução do preço do petróleo a partir do segundo trimestre de 2001, quando tiver terminado o inverno no hemisfério norte. Neste período deverá sobrar mais combustível, usado no sistema de calefação dos países mais frios. Reichstul não arriscou dizer de quanto poderia ser a redução.
Ele aposta, no entanto, que a diminuição dos preços internacionais representará queda do preço do combustível no Brasil, como prometeu o governo federal. Temos que acreditar que isso vai acontecer, afirmou. Afinado com o discurso do governo federal, o presidente da Petrobras a iniciativa do Ministério da Fazenda de estipular um gatilho trimestral para correção dos preços. Foi uma política inteligente para reduzir a incerteza, disse.


