Brasil se recupera, diz Greenspan
O presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), Alan Greenspan, disse ontem que diminuiu significativamente o risco de a crise brasileira atingir a economia norte-americana. Ele afirmou também que o Brasil já mostra sinais de recuperação. Embora o contágio da crise global esteja limitado, o risco de efeitos colaterais em parceiros comerciais do Brasil, como os EUA, ainda é possível. Mas Brasil e Coréia do Sul estão mostrando sinais de recuperação econômica, afirmou.
Greenspan falou ao Congresso norte-americano, mostrando um relatório das atividades do Fed. Ele disse que os EUA devem se preocupar com a fraqueza de seus parceiros comerciais. Com as economias em queda, pode significar uma retração em nossas exportações, afirmou.
Dizendo que a economia do país está alongada em vários indicadores após oito anos de expansão, Greenspan voltou a dizer que os índices da Bolsa de Valores e os preços das ações podem estar mais altos do que a realidade. Ele disse também que o Fed está preparado para mexer na taxa de juros de acordo com a conveniência do momento. Para Greenspan, no entanto, um aumento nos juros (que estão fixados em 4,75% ao ano) não está previsto para já.
Os juros foram cortados três vezes no último outono, sempre na casa de 0,25 ponto percentual. As medidas visavam ajudar os mercados internacionais, que passavam por crises de confiança. Com os cortes, o PIB norte-americano cresceu 3,9% em 1998.
Após oito anos de crescimento, a economia dos EUA parece estar alongada demais em algumas dimensões. Diante do cenário, a política econômica deve estar pronta para se mover rapidamente na direção da solução de distorções, afirmou.
Greenspan disse que foi procurado pelo governo argentino, que estuda a dolarização da economia. Ainda não há consenso no governo americano sobre exatamente como ou até se deveríamos fazer isso. Mas não há razão para não criarmos um relacionamento com os argentinos , disse. Ele afirmou não se opor à prática, mas que a dolarização traz riscos para o país que a adota e para os EUA. Poderia ser criada uma tensão no país, afirmou.France PresseOpinião de pesoAlan Greenspan, presidente do Fed (o BC dos EUA): Brasil está mostrando sinais de recuperaçãoAgência Folha





