Brasil saca US$ 4,7 bilhões do crédito aberto pelo FMI
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sexta-feira, 28 de setembro de 2001
Agência Folha<br> De Brasília 
O governo brasileiro decidiu sacar a primeira parcela do empréstimo aprovado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) no início de setembro. O valor do saque, de US$ 4,7 bilhões, deverá entrar nas reservas internacionais na segunda-feira, no máximo.
O anúncio foi feito ontem pelo diretor de Política Econômica do Banco Central, Ilan Goldfajn. O novo acordo do Brasil com o FMI prevê um empréstimo total de US$ 15,6 bilhões.
Goldfajn afirmou que o saque tem o objetivo de dar um sinal mais forte para o mercado de que há recursos disponíveis nas reservas internacionais brasileiras e maior flexibilidade para o País. ''Aumento de reservas é sempre um bom sinal'', disse o diretor do BC, enfatizando que o governo viu a necessidade de reforçar o saldo das reservas.
Segundo ele, isso, no entanto, não muda a característica ''preventiva'' do novo acordo com o FMI. ''Continua sendo uma medida preventiva, mas a gente preferiu que os recursos ficassem nas reservas'', afirmou Goldfajn.
O diretor do BC afirmou que o governo brasileiro não estuda fechar mais um acordo com o FMI nem reforçar o volume negociado até o momento. ''Estão minimizando o acordo atual'', avaliou Goldfajn.
A decisão do governo brasileiro de sacar a primeira parcela do acordo com o Fundo ajudará o País a financiar o seu déficit nas contas externas. O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, disse que o balanço de pagamentos - que engloba todas as entradas e saídas de moeda estrangeira do país - vai agora fechar o ano com um superávit de US$ 2 bilhões, contra o déficit de US$ 2,6 bilhões previstos inicialmente.


