A corrida em busca das latas reflete nos números apurados pela Associação Brasileira do Alumínio (Abal), que aponta o País como campeão na reciclagem de latas de alumínio entre os países onde esta atividade não é obrigatória por lei. Em 2002, 87% de todas as latas consumidas foram recicladas, o que corresponde a 9 bilhões de latas ou 121,1 mil toneladas.
Os números indicam um crescimento de 2,6% sobre o volume coletado em 2001, que foi de 118,0 mil toneladas (aproximadamente, 8,7 bilhões de unidades). Desde 1998, quando ultrapassou pela primeira vez o índice dos Estados Unidos (63% contra 55%), o índice brasileiro vem apresentando crescimento médio de 10% ao ano.
Em Londrina, as latas de alumínio correspondem a 2% de todo o lixo produzido pelo município. ''São sete toneladas descartadas por dia, mas no inverno esse índice diminui'', afirmou José Paulo da Silva, coordenador do Programa de Coleta Seletiva de Londrina. Segundo ele, 100% das embalagens são recicladas. ''Nos bares, restaurantes e condomínios, os próprios funcionários separam para vender. Nos lixos da rua, sempre aparece alguém que pega'', comentou.
Maurício Pedro Sanches Muniz, sócio de uma empresa que compra alumínio para reciclagem em Londrina, recebe uma média de três toneladas por semana. Há dez anos na atividade, ele estima que a reciclagem aumentou 100% nos últimos cinco anos. ''Antigamente só os catadores vendiam. Hoje, as latinhas são trazidas por gente de todas as classes sociais''.
De acordo com a Abal, a coleta de latas de alumínio movimenta hoje R$ 850 milhões por ano e envolve - da coleta à transformação - perto de duas mil empresas. A estimativa é de que 150 mil pessoas vivam exclusivamente da coleta de latas de alumínio no País.

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