O Brasil deve receber na próxima semana um empréstimo de US$ 8,6 bilhões, correspondentes à segunda parcela do socorro de US$ 41,5 bilhões fechado em novembro do ano passado com o FMI (Fundo Monetário Internacional), organismos internacionais e governos dos países mais desenvolvidos.
A informação foi dada ontem pelo ministro Pedro Malan (Fazenda) durante depoimento na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal. Essa parcela será inferior aos US$ 9,3 bilhões liberados para o País em dezembro de 1998, após a definição de metas de ajuste fiscal - até então, era esperada uma segunda parcela do mesmo valor.
Malan disse que serão US$ 4,6 bilhões do FMI e mais US$ 4 bilhões do Japão e outros 20 países desenvolvidos. Antes da liberação do dinheiro, a revisão das metas previstas no acordo do ano passado deverá ser aprovada pela direção do Fundo em reunião marcada para o próximo dia 30.
Convocado para explicar a revisão das metas do acordo, Malan disse que as mudanças foram necessárias porque o País teve de modificar o regime cambial em janeiro último e isso alterou o cenário econômico. Na época, o Banco Central trocou o regime de limites para a variação do dólar pelo de livre variação cambial.
Malan apresentou aos senadores os principais pontos dessa revisão de metas, cujo objetivo é economizar neste ano o equivalente a 3,1% do Produto Interno Bruto para pagamento da dívida pública, que deve cair de 50%, hoje, para 44,7% do PIB no ano 2001.
Questionado sobre a redução das taxas de juros, ele afirmou que, com o câmbio flutuante, os juros reais (descontada a inflação) serão menores que aqueles praticados antes da mudança no câmbio.
Malan também disse que, nas negociações com o FMI, não se discutiu reajuste para o salário mínimo. Segundo ele, essas negociações ainda nem começaram no governo - mas, uma das possibilidades é que o salário mínimo suba de R$ 130 para R$ 140 a partir de 1º de maio.Dida Sampaio/Agência EstadoEquipe afinadaO ministro Malan cochicha com o presidente do BC, Armínio Fraga, durante depoimento no SenadoAgência Folha

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