Das agências
De Brasília
O Itamaraty di vulgou nota on tem anunciando a intenção de acionar ‘‘de ime diato’’ os meca nismos de solu ção de contro vérsias do Mer cosul contra a decisão do governo argentino de impor salvaguardas a produtos têxteis (tecidos de algodão e lã) brasileiros. De acordo com o Itamaraty, a decisão da argentina é um ‘‘retrocesso inaceitável’’.
Na semana passada, o secretário de Indústria e Comércio da Argentina, Alieto Guadagni, anunciou a adoção da salvaguarda contra produtos têxteis brasileiros. A medida, que entra em vigor a partir de agosto, provocou a primeira contenda na OMC (Organização Mundial do Comércio) entre os dois principais parceiros do Mercosul desde a criação do bloco comercial, em 91. ‘‘A imposição de restrições de natureza quantitativa às exportações originadas do Brasil contraria as regras de livre-comércio vigentes no Mercosul e constitui um grave precedente e um retrocesso inaceitável no desenvolvimento do processo de integração , diz a nota. O Itamaraty já avisou ao governo argentino a intenção de buscar uma solução para o caso por meio dos mecanismos de arbítrio do Mercosul. A decisão foi tomada ‘‘levando-se em conta a gravidade do fato . De acordo com a nota, ‘‘não há no Mercosul qualquer norma que permita a utilização desse instrumento (a salvaguarda).
O Itamaraty divulgou a nota antes de tomar conhecimento da nova decisão do governo argentino de considerar legítimas, por meio de uma medida do Executivo, as salvaguardas contra produtos de seus parceiros do Mercosul. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Clóvis Carvalho, também divulgou ontem uma nota à imprensa na qual expressa sua crescente preocupação pela adoção de ‘‘medidas protecionistas por parte do governo da Argentina em relação aos produtos brasileiros’’.
RecessãoOntem o governo argentino admitiu que a recessão do país será o dobro da anunciada anteriormente. Depois de rever as estatísticas, o Ministério da Economia anunciou que o PIB (total de riquezas produzidas por um país) deverá cair 3% este ano. A previsão anterior era de uma queda de 1,5%. A decisão de rever o tamanho da recessão foi tomada pelo ministro da Economia, Roque Fernández (foto), depois que a recuperação econômica esperada para o segundo trimestre do ano não aconteceu.

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