Genebra Os subsídios de US$ 3,2 bilhões dados pelos Estados Unidos aos produtores de algodão fizeram com que o Brasil passasse da condição de exportador, em 2000, para importador de algodão neste ano. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Jorge Maeda, que está em Genebra para acompanhar a disputa aberta pelo Brasil contra a política norte-americana na Organização Mundial do Comércio (OMC) e que deverá movimentar milhões em contratações de advogados, elaboração de estudos e viagens de negociadores.
Segundo Maeda, o Brasil terá que importar 120 mil toneladas de algodão para suprir o consumo nacional neste ano, que é de 850 mil toneladas. Para a próxima safra, a área plantada, que já caiu 15% entre 2000 e 2001, será reduzida em outros 4%. Para reverter a situação, a Abrapa se diz preparada para fazer altos gastos em um processo jurídico que poderá durar anos na OMC.
Representantes do setor acreditam que o processo exigirá, em um primeiro momento, pelo menos US$ 400 mil em viagens, contratação de advogados e de economistas, além da elaboração de estudos que provem que as exportações brasileiras de algodão estão sendo prejudicadas pelos norte-americanos.
Representantes do setor acreditam que o processo exigirá, em um primeiro momento, pelo menos US$ 400 mil.

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