O Brasil quer ser o primeiro parceiro comercial da China depois do ingresso daquele país na Organização Mundial do Comércio (OMC). O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Sérgio Amaral, reuniu-se ontem com o vice-ministro de Comércio Exterior da China, Wei Jianguo, para identificar quais seriam os primeiros produtos brasileiros a constarem de uma pauta de negociações com os chineses.

A lista discutida com o representante do governo chinês prevê, entre outros, minério de ferro, madeira compensada, aviões, além de produtos agroindustriais, especialmente o café. A idéia de Amaral é elaborar um trabalho conjunto com o setor privado brasileiro para identificar mecanismos de promoção comercial para estes produtos. ''Vamos consultar o setor privado e organizar missões empresariais para visitarem a China entre abril e maio de 2002'', informou.

Assim como o chanceler Celso Lafer, o ministro do Desenvolvvimento acha fundamental que o governo procure fazer uma ''sintonia fina'' com os empresários para definir de maneira clara as posições que serão defendidas pelo País a partir de janeiro de 2002, quando serão iniciadas as negociações comerciais globais que foram lançadas na semana passada, na conclusão da 4Conferência da OMC.

O ministro mostrou mais uma vez que o governo brasileiro está disposto a iniciar negociações bilaterais mesmo sem a participação dos demais países-membros do Mercosul. ''Nós gostaríamos que eles (membros do Mercosul) estivessem participando, mas em alguns casos nós poderemos fazer as negociações bilateralmente'', admitiu. Além da China, em estágio mais avançado, o governo brasileiro está abrindo fronts de negociação com o México, Japão, Rússia e Índia.

mockup