Brasil quer provar que polpa cítrica não tem dioxina
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segunda-feira, 13 de julho de 1998
Mariângela Herédia Agência Estado 
O governo brasileiro deverá pedir à União Européia uma reunião técnica nos próximos 20 dias para apresentar os resultados de estudos que garantem a ausência de dioxina na polpa cítrica exportada para alguns países europeus para ser usada como ração animal. E já decidiu que não vai trazer de volta para o Brasil o produto contaminado, avaliado em US$ 10 milhões, com 105 mil toneladas em poder de 160 proprietários diferentes em 200 pontos da Europa.
Segundo o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Ênio Marques, a contaminação da polpa cítrica brasileira foi um acidente, pois os estudos apresentados hoje pela Associação Brasileira das Indústrias de Cítricos (Abecitrus) garantem que o produto não contém dioxina. Marques participou da reunião com a Abecitrus junto com o secretário de Desenvolvimento Rural, Murilo Flores, representantes do Itamaraty e do Ministério da Indústria, Comércio e Turismo (MICT).
Ele disse que, apesar de os estudos não serem conclusivos, já oferecem condições para a missão brasileira em Bruxelas negociar o fim da suspensão das exportações. As vendas brasileiras de polpa cítrica, que atingem US$ 100 milhões por ano, foram suspensas recentemente após constatação de contaminação do produto por dioxina. A Abecitrus contratou uma empresa de consultoria dos Estados Unidos, que garantiu que o produto brasileiro não contém a dioxina. Agora o governo concluirá o trabalho com um perfil das empresas exportadoras.


