O ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o presidente do Banco Central, Gustavo Franco, vão tentar mostrar hoje em Washington, no primeiro dia da reunião do FMI, que o Brasil está adotando medidas para resolver o déficit nas contas públicas. Eles devem mostrar, por exemplo, que a meta prevista para o próximo ano é um superávit primário - que não inclui gastos com juros - de 0,87% do PIB. Ou seja, as receitas ficariam R$ 8,702 bilhões acima das despesas previstas para o próximo ano.
Malan deverá mostrar ainda que, se Fernando Henrique Cardoso for reeleito para a Presidência da República, o governo brasileiro terá como compromisso reduzir o déficit nominal para 3% ou 3,5% do PIB nos próximos três a quatro anos. Hoje, ele está próximo de 7% do PIB. O conceito nominal inclui gastos com juros. Com isso, o governo pretende estabilizar a relação entre a dívida líquida do País e o PIB, hoje em 36%.

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