Brasil quer conquistar mercado chinês em 2002
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2001
Denise Chrispim Marin<Br>Agência Estado 
Brasília - Com a consumação da entrada da China na Organização Mundial do Comércio (OMC), no início de dezembro, o país tornou-se o principal alvo da promoção comercial brasileira em 2002. No esforço para elevar as exportações, o Itamaraty e o Ministério do Desenvolvimento pretendem atacar mercado tradicionais - como a Inglaterra, a Alemanha e o México - e aqueles nos quais o Brasil e seus produtos são desconhecidos. Os alvos, além da China, serão a Índia, o Sudeste asiático, o Leste europeu e os países escandinavos.
''O programa de promoção comercial já está delineado. Vamos aparelhar as embaixadas nos mercados considerados prioritários para as ações de promoção, aproveitar as visitas presidenciais para fazer missões comerciais e rodadas de negócios e ainda trabalhar cada país com sua especificidade'', resumiu Mário Vilalva, diretor-geral do Departamento de Promoção Comercial do Itamaraty.
A China será um desses mercados prioritários a requerer um tratamento específico pelos diplomatas e técnicos do Mdic, em um primeiro momento, e pelos empresários brasileiros, em seguida. A estratégia brasileira, nesse caso, não se concentrará apenas na cativação de importadores e de comerciantes locais, mas principalmente na possibilidade de grupos brasileiros investirem na produção e na distribuição de mercadorias em parcerias com empresários chineses.
O desafio do País, no final das contas, é reverter a atual condição do comércio com a China, focado em commodities. De janeiro a outubro deste ano, as exportações brasileiras para o mercado chinês somaram US$ 1,681 bilhão - cifra 93,66% maior que a de igual período de 2000. No entanto, mais da metade desses embarques corresponderam a somente dois produtos, a soja (US$ 534,2 milhões) e o minério de ferro (US$ 414,3 milhões).
O crescimento e diversificação dessa mão do comércio, entretanto, deverá significar igualmente aumento dos desembarques de diferentes produtos chineses no Brasil. Até outubro, as importações provenientes da China totalizaram US$ 1,109 bilhão - algo como 14,48% superior ao dos dez primeiros meses de 2000 -, com destaque para o coque (US$ 71,7 milhões), as lâmpadas (US$ 62,9 milhões) e partes para telefones celulares (US$ 58,0 milhões).


