Brasil quer aumentar exportação de massas
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segunda-feira, 18 de julho de 2005
Vera Dantas<br> Agência Estado 
São Paulo - O Brasil, terceiro maior produtor de massas do mundo, atrás dos Estados Unidos e da Itália, quer, em 12 meses, aumentar em mais de 5 mil toneladas as exportações de macarrão para África, Mercosul, América Central e sul dos Estados Unidos. ''O País está entre os maiores produtores, com mais de 1 milhão de toneladas fabricadas por ano, mas só exporta 0,6% do que produz'', diz a presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima), Eliane Kay.
Para divulgar o produto no exterior e aumentar as vendas, a entidade e a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) assinaram ontem um convênio. A idéia é capacitar e certificar empresas para exportar, levar os fabricantes para feiras e criar uma marca Brasil para o setor.
O investimento previsto para a ação é de R$ 1,2 milhão. Por enquanto nove indústrias, entre elas algumas grandes, como a J.Macedo, fabricante das marcas Petybon e Dona Benta, integram o convênio.
A estimativa é de que essas empresas exportem em um ano US$ 5,7 milhões, o equivalente a um volume de 8,3 mil toneladas, ante 3 mil toneladas em 2004. Este ano o País deve exportar 9,8 mil toneladas, num total de US$ 8,6 milhões.
Segundo o presidente da Apex, Juan Quirós, os produtores brasileiros enfrentam duas ameaças mundiais: o subsídio à exportação de países produtores e o acesso ao mercado, por causa de barreiras culturais e tarifárias. ''A Venezuela, por exemplo, segundo maior consumidor mundial, prefere o macarrão italiano e não identifica o Brasil como produtor de excelente qualidade'', diz. ''É uma barreira cultural porque o País tem tecnologia comparável à dos grandes exportadores.''


