Brasília - O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, aposta suas fichas na ampliação dos embarques de carne bovina e de frango ainda neste ano. ''Não existe demanda por suíno, porque os chineses são auto-suficientes. Para as outras carnes, não é possível dizer qual seria o volume negociado. O importante é que a abertura (ampliação) está por pouco para ser formalizada'', afirmou ontem o ministro em entrevista pelo sistema viva-voz a jornalistas brasileiros. Rodrigues esteve ontem em Pequim, na China.
No acumulado dos últimos 12 meses - de novembro de 2002 a outubro de 2003 - o Brasil exportou 9 mil toneladas de carnes para o mercado chinês, vendas que renderam US$ 6 milhões ao País. Da receita cambial total, US$ 1,6 milhão foi de frango ''in natura'', US$ 2,4 milhões de suínos, US$ 500 mil de carne bovina ''in natura'' e US$ 1,5 milhão de subprodutos, como miúdos.
Para incrementar as vendas de carnes, técnicos chineses farão, a partir do dia 14 de novembro, visitas a frigoríficos brasileiros.
Rodrigues afirmou que a produção agrícola da China está se deslocando dos grãos para produtos com maior valor agregado, como frutas e legumes. ''O horizonte de longo prazo é de crescimento na demanda por alimentos por parte da China'', disse. Além de alimentos, o governo do Brasil tem interesse num projeto estratégico para exportar álcool para mistura à gasolina para os chineses.
Ele reafirmou que o Brasil continuará exportando soja para a China, apesar da recente reclamação sobre a qualidade do grão brasileiro. A transgenia também foi assunto da entrevista. ''A China importará soja transgênica. O que ela deseja é a rotulagem, a informação sobre o produto'', afirmou. Quanto ao projeto de lei de Biossegurança, Rodrigues reafirmou que a orientação é defender o texto dentro do Congresso Nacional.

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