Brasil quer ampliar exportação da cachaça
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domingo, 21 de março de 2004
Priscilla Murphy<br>Agência Estado 
São Paulo - A indústria de cachaça brasileira prepara-se para ganhar o mundo. Embora a bebida seja vendida para 70 países - principalmente Alemanha, Inglaterra, Holanda, Bélgica, Estados Unidos e Japão -, o Brasil só exporta 1,5% do volume produzido, de 1,3 bilhão de litros por ano. Somente no ano passado a cachaça foi reconhecida pela Organização Mundial de Aduanas (OMA) como destilado exclusivo do Brasil, da mesma forma que o conhaque só pode vir da região da França que tem este nome (Cognac). Até então, a cachaça tinha a mesma denominação do rum, que também é feito de cana-de-açúcar, nas fronteiras internacionais.
Com a denominação de origem, outros países não poderão mais comprar a bebida a granel, engarrafá-la e exportar cachaça do Brasil, como ocorria na Alemanha, por exemplo. ''A venda a granel não é a solução porque a margem de lucro fica quase toda no distribuidor'', diz o presidente da Agência de Promoção das Exportações (Apex), Juan Quirós.
O nome cachaça agora só pode ser usado nas bebidas exportadas pelo Brasil. Demais países terão de usar outro nome para exportar o produto.


