Brasília - Os esforços do Brasil para se adaptar às exigências da União Européia (UE) para a importação de pescado foram tema de conversa ontem entre o secretário especial de Pesca, Altemir Gregolin, e o comissário da UE para a Defesa e a Saúde do Consumidor, Markus Kyprianou. No encontro, o representante da UE reconheceu as precauções tomadas pelas autoridades brasileiras, mas disse que tem de atender às demandas do consumidor europeu.
Na reunião, Gregolin propôs a formação de um comitê com representantes do Brasil e da UE, para acompanhar a aplicação das medidas tomadas pelas autoridades brasileiras. O comissário, de acordo com o secretário, prometeu analisar a sugestão.
Kyprianou afirmou ainda que as medidas recentemente adotadas pela UE, que há duas semanas condicionou a importação de pescados brasileiros a testes de histamina para o atum (que determina o frescor), deve-se à crescente exigência dos compradores. Ele admitiu que o bloco econômico pode impor novas condições ao país.
Gregolin pediu que, com base no resultado dos testes, a UE possa rever a exigência. Segundo o secretário, todos os testes, até agora, confirmaram a qualidade do produto. Ele ressaltou que por causa da medida o atum pescado na costa brasileira vendido para a UE passou a ter amostras analisadas em um laboratório de São Paulo, ao custo de R$ 400 por teste.
A exigência ainda não teve impacto nas relações comerciais, mas atrasa as exportações em pelo menos um dia, disse o secretário. Segundo ele, a medida afeta principalmente o atum. De janeiro até agosto, o Brasil exportou US$ 129,1 milhões em pescados para a UE, 54% dos US$ 237,7 milhões vendidos para o exterior.
Na reunião, o representante da UE também ressaltou que o bloco está atento ao Plano Nacional de Controle de Resíduos, que monitora a presença de antibióticos e metais pesados no pescado brasileiro.

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