O assessor da presidência do Instituto Nacional de Cartografia e Reforma Agrária (Incra), Edaldo Gomes, afirmou que a tendência é o governo dar um prazo maior para a operacionalização da lei de georreferenciamento. ''O Incra está analisando as propostas do Irib e deve dar um prazo maior'', afirmou ele, informando que o georreferenciamento é feito através por satélites por sistema GPS e envolve alta tecnologia, além de profissionais qualificados. No Brasil todo são pouco mais 2.600 profissionais.
''É um instrumento com capacidade para potencializar as ações de gestão da estrutura fundiária e ainda permite articulação entre as políticias de caráter fiscal, ambiental, de desenvolvimento e reforma agrária.'' Segundo ele, estão sendo sugeridas parcerias com cooperativas, sindicatos e governo do estado para a operacionalidade da lei. ''É um programa aberto e o Brasil tem que conhecer, em pleno século 21, 40% do seu território'', argumenta Gomes, acrescentando que existem no Brasil 4,3 milhões de propriedades cadastradas, mas supoem-se que falta pelo menos 40% sem cadastramento. (V.B.)

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