Brasil pode ter 'seguro de guerra'
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segunda-feira, 24 de setembro de 2001
Agência Estado<br> De São Paulo 
O governo pode anunciar ainda hoje medidas que ajudarão as companhias aéreas brasileiras a enfrentar as mudanças nos contratos de seguro das aeronaves em decorrência dos atentados terroristas nos Estados Unidos no último dia 11.
As seguradoras de todo o mundo cancelaram cláusulas que regiam os seguros de guerra e terrorismo. Após os atentados, estabeleceram indenização máxima de US$ 50 milhões, valor irrisório diante dos que estavam previstos nos contratos já firmados. ''O que pedimos ao governo é que avalize nossos seguros até o valor que antes era praticado'', disse presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea), George Ermakoff. Para se ter uma idéia, a Varig e a TAM contavam com uma indenização máxima de US$ 1,5 bilhão.
Este valor varia de companhia para companhia, no qual se leva em conta o número de aeronaves, quantidade de vôos e passageiros transportados, entre outros. Hoje, as seguradoras costumam arrecadar entre US$ 60 milhões a US$ 80 milhões com a cláusula de guerra. ''Este valor é baixo porque o risco praticamente não existia. Agora todas as companhias aéreas sofrem com esta sanção'', explicou o presidente da TAM, Daniel Mandelli Martim.
O que se espera é que o governo faça a cobertura dos custos de indenização que excederem os US$ 50 milhões previstos pela seguradora. ''Mas isso não significa que terá de arcar com US$ 1,45 bilhão'', disse Martim. De acordo com ele, a cláusula de guerra representava entre 2% e 3% da apólice de seguro, percentual que deve aumentar a partir de agora, apesar da redução drástica da indenização. As companhias aéreas descartam, por enquanto, paralisar as atividades por conta da indecisão quanto aos seguros.


