O Brasil pode vender mais carne bovina para os países da União Européia, depois que os europeus suspenderam as importações de animais, carne in natura e de produtos lácteos procedentes da Argentina. ‘‘Com a suspensão das importações de carne bovina da Argentina, o Brasil pode abocanhar mercados que eram tradicionalmente abastecidos pelos argentinos’’, afirmou o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Edivar Queiroz.
Ele estima que a União Européia importe anualmente cerca de 340 mil toneladas de carne bovina de vários países. Dados do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina, divulgados pela FNP Consultoria, mostram que a Argentina exportou 276 mil toneladas de carne bovina em 2000, sendo a maior parte (133.800 toneladas) de carnes frescas (‘‘in natura’’).
Segundo José Vicente Ferraz, da FNP Consultoria, ainda não foi divulgado quais países compraram carne bovina da Argentina no ano passado. Números referentes a 99 mostram que os argentinos exportaram 91.800 toneladas de carne ‘‘in natura’’, o que gerou receita cambial de US$ 220 milhões. Do total exportado pela Argentina, os países da União Européia compraram 13.750 toneladas de carne ‘‘in natura’’, o que gerou receita de US$ 58 milhões aos argentinos.
Dados da FNP mostram que o Chile comprou 28 mil toneladas de carne fresca da Argentina em 99, o que gerou US$ 55 milhões em receita. Os Estados Unidos compraram 17 mil toneladas (US$ 35 milhões) de carne fresca da Argentina em 99. (Agência Estado)

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