Brasil pode crescer 4,3%, aponta Fitch
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quarta-feira, 02 de abril de 2008
Regina Cardeal<br>Agência Estado 
São Paulo - Apesar da desaceleração nas maiores economias avançadas (MAE, na sigla em inglês, compreendendo EUA, zona do euro, Japão e Reino Unido) em 2008, a agência classificadora de risco de crédito Fitch prevê que o crescimento nas economias do Brasil, Rússia, Índia e China (Bric) continuará robusto, em 8% em 2008. Isso representará um recuo em relação à expansão de 9,4% registrada pelos Brics em 2007.
A agência projeta crescimento menor para cada um dos membros dos Brics este ano. A Fitch prevê crescimento de 4,3%, ante expansão de 5,4% em 2007, para a economia do Brasil, de 7,0% (8,1% em 2007) para a Rússia, de 8% (8,7% em 2007) para a Índia e de 9,7% (11,4% em 2007) para a China.
''Embora o Brasil apresente o menor crescimento entre os Brics, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do País subiu para 5,4% em 2007, de 3,7% em 2006'', diz a agência. O crescimento foi bem sustentado pelo aumento no consumo e nos investimentos, graças aos cortes nos juros, acrescenta. O otimismo dos investidores e dos consumidores também foi ampliado pelos ganhos nos preços das matérias-primas (commodities), pela valorização da moeda e pelo aumento da credibilidade nas políticas macroeconômicas do país, segundo a Fitch.
A economia do Brasil deve continuar protegida do impacto da desaceleração global por sua baixa abertura comercial, pela perspectiva favorável dos preços das commodities juntamente com o ainda robusto crescimento do crédito, prossegue a agência. ''No entanto, a demanda doméstica robusta, a utilização da capacidade instalada apertada e o aumento dos preços dos alimentos continuam colocando pressão de alta na inflação e os aumentos dos juros são prováveis em 2008'', alerta a agência.
Em seu relatório ''Perspectiva Econômica Global'', a Fitch afirma que a economia global crescerá apenas 2,6% em 2008, seu menor nível em cinco anos. Para as maiores economias avançadas, a Fitch está projetando crescimento de 1,3%, não maior do que o registrado em 2001.


