Brasil pode cair em classificação de risco
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Agência Estado 
Uma combinação de baixo crescimento econômico e deterioração fiscal pode levar o Brasil a ser rebaixado pelas agências de classificação de risco até o começo de 2014, prevê o Barclays. O banco reduziu novamente ontem as previsões de alta do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, para 2,3% neste ano e 2,7% em 2014. A previsão anterior do Barclays era de que o País cresceria 2,5% neste ano e 3,5% no próximo. A justificativa é a expectativa de consumo menor do que o esperado e atividade industrial de lado.
A postura do Banco Central, que elevou os juros em 0,50 ponto porcentual em maio para combater a inflação, foi bem-vinda, mas não é suficiente, avalia o Barclays. Apenas uma maior austeridade fiscal ajudaria a evitar um rebaixamento do risco brasileiro e a trazer de volta o investidor estrangeiro, avaliam os economistas do banco Guilherme Loureiro e Marcelo Salomon, no relatório.
Com o rebaixamento em um nível na nota brasileira, o País continuaria a ser classificado como "grau de investimento", mas teria consequências como estresse no mercado financeiro. O Barclays prevê que o real seguiria sob pressão e o prêmio de risco pago nos derivativos para proteção de calotes dos títulos emitidos pelo Brasil (os CDS) subiria. (Agência Estado)


