O engenheiro agrônomo Xico Graziano acredita que o Brasil vai competir bem no universo da sustentabilidade, com uma relação de qualidade de grãos como exige os padrões internacionais. Apenas 8% da área plantada faz a integração lavoura, pecuária e floresta. "Ainda podemos crescer muito em termos de novos processos tecnológicos e duplicar a nossa safra a cada seis ou oito anos e com qualidade", afirmou.
O Brasil tem uma vantagem, quando o assunto é agenda da sustentabilidade: a base energética nacional é de energia limpa. "Logo, os consumidores vão exigir saber como foi produzido o tomate, qual o custo ambiental do produto, quanto de gás estufa ele gera. Não precisamos ter medo dessa nova contabilidade, pois já utilizamos energia limpa", disse.
O agricultor brasileiro precisa aproveitar os nichos de mercado que a sustentabilidade oferece, como por exemplo, a produção orgânica. "É um nicho fantástico. Quem compra está disposto a pagar um preço mais elevado. No Rio Grande do Sul, por exemplo, uma pequena cooperativa está investindo em suíno orgânico", contou Graziano.
Segundo ele, o Brasil pode associar o cultivo de commodities com segmentos variados. "O Brasil vai competir muito bem neste mundo da sustentabilidade." (A.M.P)

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