Brasil pode aumentar exportação de móveis
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 16 de março de 2007
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
Se depender dos importadores que participaram da Movelpar 2007 - Feira de Móveis do Paraná - realizada em Arapongas (37 km a oeste de Londrina) durante essa semana, o Brasil poderá obter um bom desempenho do setor no mercado externo. Em busca de produtos com preços inferiores aos praticados na Europa, mas com qualidade superior aos da China, os compradores deixaram a feira bastante satisfeitos com o que encontraram, afirmando que além dos negócios já firmados durante o evento, têm planos futuros para novos contratos.
A boa impressão dos importadores pode ser comprovada com os números finais das rodadas de negócio realizadas durante a Movelpar: foram 825 encontros, com margem de negociação perto de US$ 16 milhões, maior que a expectativa inicial. As rodadas foram realizadas pelo Projeto Comprador Internacional, organizado pelo Sebrae e Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas (Sima), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel) e Agência de Promoção de Exportações e Investimento (Apex).
O importador holandês Max Uromem afirmou que encontrou na feira produtos de qualidade e com designer diferenciado, parecidos com os europeus, mas com preços inferiores. ''Isso é muito atraente. Fechei negócio com seis empresas, e tenho intenção de aumentar as importações durante o ano'', garantiu. Segundo ele, o Brasil pode sair na frente da China, principalmente no quesito qualidade. ''O mercado europeu é muito exigente, por isso procuramos por produtos que se encaixe no perfil dos consumidores de lá'', acrescentou Uromem.
O empresário americano, Serguei Mitrochine, também comentou sobre a qualidade dos móveis brasileiros em relação aos chineses. ''O Brasil é um mercado promissor, com produtos excelentes, que podem se encaixar no perfil de negócios que estamos procurando: mais baratos que os europeus e com mais qualidade que os chineses'', salientou.
Quem ganha com isso são as empresas paranaenses, que por sua vez se esforçam para melhorar seus produtos e se tornar competitivas. O gerente de exportação da Kit's Paraná, Leonardo Squilino, disse que a empresa tem uma estratégia de vendas voltada especialmente para o mercado externo. ''Entre outras coisas, visitamos outros países, nos moldamos às necessidades daqueles consumidores e também contamos com um departamento dentro da empresa que cuida somente exportação'', frisou Squilino.
Durante a feira, a empresa já havia conseguido fechar três negócios, mas deixou em aberto outros contratos futuros. Atualmente o volume de exportações da Kit's Paraná soma 13% do faturamento, mas até o final do ano a expectativa é alcançar os 25%.
A Colibri Móveis do Brasil também conseguiu bons contatos durante as rodadas de negócio. A empresa que já exporta para 20 países, pretende aumentar a rede e fechar 2007 com volume de exportação de 10% da produção. ''As rodadas de negócios nos ajudam a conquistar clientes, é um meio facilitador'', afirmou Valmir Vasconcelos, gerente comercial da Colibri. Segundo ele, a intenção da empresa é ter um bom volume de exportação para obter equilíbrio de vendas. ''Não é interessante ficar 100% dependente de um único mercado'', exemplificou.


