Brasil pode, afinal, exportar carne
Agência Estado
Dorico da Silva/Arquivo FolhaPrevençãoFebre aftosa era a principal barreira à exportação do BrasilO ministro da Agricultura, Francisco Turra, deve receber hoje em Paris, durante reunião da Organização Internacional de Epizootias (OIE), a moção de reconhecimento dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina como as primeiras áreas livres de febre aftosa no País, informou o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Ênio Marques. O reconhecimento da OIE deverá ampliar as vendas nacionais de carnes, já que a doença é a principal barreira às exportações brasileiras.
Apesar de ter o maior rebanho comercial do mundo, com 160 milhões de cabeças, o Brasil participou, no ano passado, com apenas 2,3% do comércio mundial de carne bovina. Do total de US$ 18,3 bilhões comercializados no mundo, o Brasil vendeu somente US$ 430 milhões em carnes bovinas no ano passado. A meta nacional de aumento de exportações nos próximos cinco anos prevê uma participação da carne bovina de 21,7% do comércio mundial, ou US$ 4,4 bilhões.
No discurso que fará hoje como convidado de honra da solenidade oficial de abertura da reunião da OIE, o ministro Francisco Turra ressaltará a necessidade de estender o reconhecimento da entidade para outros estados brasileiros como áreas livres de aftosa com vacinação. Para obter o reconhecimento é necessário estar há mais de dois anos sem ocorrência da doença, e os próximos pedidos deverão ser para os estados do Mato Grosso, Goiás, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.
O secretário Ênio Marques, que também está em Paris, terá encontros com o chefe do serviço veterinário da Rússia para o acerto de uma missão ao Brasil com o objetivo de tratar da exportação de bovinos, e também com técnicos da Itália para negociar a exportação de carne suína brasileira para a Europa.

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