Brasil perde US$ 7,8 bi/ano com barreiras
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 23 de outubro de 2002
Agência Estado 
Rio de Janeiro O Brasil deixa de exportar pelo menos US$ 7,8 bilhões por ano devido a barreiras técnicas impostas pelos países desenvolvidos, segundo estudo do Ministério da Agricultura. As barreiras, utilizadas sob a forma de regulamentos fitossanitários, de vigilância animal e vegetal, serão compiladas em um banco de dados organizado pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), para identificar os principais obstáculos às exportações brasileiras.
Segundo o presidente da AEB, Benedicto Fonseca Moreira, o objetivo é criar um canal de comunicação entre pequenas e médias empresas que enfrentam barreiras em suas exportações com os órgãos responsáveis pela contestação no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). ''Esse empresário, que não pode ir a Brasília, vai reclamar diretamente com as entidades que representam a indústria do seu Estado. Assim poderemos identificar e sanar os problemas enfrentados por quem deseja exportar'', diz o executivo.
O sistema vai funcionar em uma página na internet e nas federações estaduais das indústrias, que vão repassar as informações à AEB. Segundo ele, as barreiras técnicas, que são mascaradas por regulamentos e normas legais, vêm se apresentando como um dos principais entraves às exportações brasileiras.
Importações Moreira defendeu um maior controle sobre as importações, dentro de uma política de comércio exterior para o País. ''Controle pela competição'', ressalvou. Para ele, o Brasil não aplica as normas que são permitidas pela OMC e poderiam reduzir a competitividade dos produtos importados. Além disso, afirmou, é necessário incentivar o desenvolvimento de produtos exportáveis, para que o Brasil deixe de ser um exportador apenas de commodities.


