Brasil penta beneficia estabilização
A conceituada firma de investimentos Goldman Sachs preparou um alentado estudo tentando estabelecer correlações entre a Copa do Mundo e os países que a disputam. Avaliou a situação econômica de cada país e concluiu que é possível dizer que o bom desempenho da uma economia muitas vezes está ligado ao sucesso de sua seleção na Copa, e vice versa. Se o Brasil for pentacampeão, por exemplo, a Goldman acha que ficará mais fácil a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso e um novo período de avanços para o programa de estabilização.
A Goldman arriscou elaborar um estudo complexo sobre o assunto. Algumas opiniões emitidas são curiosas: Não é à toa que países industrializados como Alemanha, Itália e Inglaterra são algumas das equipes mais temidas em todos os mundiais. O relatório The World Cup and the Economics, preparado exclusivamente para a Copa de 1998, tem também avaliações técnicas importantes. Por exemplo, a Goldman defende que o sucesso de sua seleção em Copas do Mundo determina momentos de grande nacionalismo e avanço econômico no Brasil.
A Goldman Sachs se apoiou no ranking preparado pela Fifa, relacionando os melhores times de futebol do mundo e seus respectivos PIBs per capita, para sustentar sua tese. De acordo com a instituição, a presença de países como Brasil, México, Colômbia e Argentina, que estão entre as primeiras do ranking da Fifa mas possuem renda per capita abaixo dos industrializados, pode ser justificada pelo bom desempenho de sua economia em determinados períodos.
O sucesso do futebol da Argentina nas décadas de 70 e 80, por exemplo, coincide, segundo a Goldman, com a melhoria significativa da economia do país. Da mesma forma, a fraca atuação do Brasil nas Copas da década passada pode ser explicada pela crise econômica da América Latina.
Para a instituição, o tetracampeonato do Brasil na Copa de 1994, que marcou o retorno do prestígio da seleção no âmbito do futebol mundial, depois de anos frustrantes, deve-se, em grande parte, ao período de grande esperança no País depois de um período de hiperinflação e governos populistas. Foi responsável, em parte, pelo sucesso do início do plano de estabilização econômica do País, o Plano Real, lançado no final de junho de 1994.Arquivo FolhaPegando caronaReeleição do presidente Fernando Henrique ganharia impulso com vitória do Brasil na França, diz estudoAgência Estado





