Um grupo de 24 países em desenvolvimento, incluindo o Brasil, criticou os EUA, a União Européia e o Canadá por não abrirem seus mercados aos produtos têxteis. Os 24 países reunidos no Birô Internacional de Têxteis e Vestuário (BITV), organização internacional criada no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), com sede em Genebra, disseram que os produtos têxteis são um dos mais importantes itens no comércio externo dos países mais pobres, representando cerca de 20% de suas exportações de bens manufaturados.
A manutenção de cotas de importações aos têxteis pelos países industrializados está prejudicando severamente o comércio externo do grupo. ‘‘Os países em desenvolvimento fizeram tremendos sacrifícios ao aceitar viver sob cotas’’ por mais 10 anos, começando em 1995, dentro da última rodada de negociações globais, disse o chairman da BITV, Stuart Harbinson, de Hong Kong. Eles esperam que os países industrializados ‘‘respeitem o compromisso de eliminar gradualmente as cotas restritivas’’.
O grupo enviou cartas à representante comercial dos EUA, Charlene Barshefsky, ao chefe da comissão de comércio da UE, Pascal Lamy, e ao ministro de Comércio do Canadá, Pierre Pettigrew.
Pelo acordo que conclui a última rodada de negociações de comércio global, os países se comprometeram com uma remoção progressiva das cotas sobre os têxteis num período de dez anos. Seis anos depois, EUA, UE e Canadá cumpriram as exigências, mas só porque incluem a falta de restrições para produtos que nunca foram submetidos a cotas, diz Harbinson.

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