Genebra O Brasil deverá pedir, amanhã, a revisão de uma decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) que deu razão à União Européia (UE) em uma disputa aberta pelo Itamaraty contra barreiras ao aço impostas por Bruxelas. A decisão de apelar surgiu depois que os árbitros da OMC declararam que a UE estava com a razão em aplicar direitos antidumping contra os produtos exportados pela Fundição Tupy.
O Brasil alegava que os direitos antidumping impostos pela UE às exportações de conexões de ferro da empresa são irregulares. Já os europeus argumentam que, ao exportar os produtos para a UE, a Tupy vendia as conexões de ferro a preços inferiores aos cobrados no mercado brasileiro, o que seria irregular aos olhos do direito comercial internacional.
Segundo a decisão da OMC, das 18 questões em que o Brasil se queixou, 16 foram vencidas pela UE e os árbitros não condenaram a existência da tarifa de mais de 34% imposta pelo bloco econômico. O Brasil apenas saiu vencedor em dois pontos, ainda assim com pouca influência sobre o resultado final do relatório. Um deles se referia ao método de cálculo do dumping.
Apesar da ampla derrota sofrida há poucas semanas, o Brasil deverá decidir por uma apelação, o que obrigaria a OMC a voltar a avaliar o caso e definir, até o fim do ano, qual deve ser a recomendação aos europeus. Desde 2000, quando a medida foi aplicada, a Tupy vem exportando apenas US$ 5 milhões ao mercado europeu, menos da metade que costumava vender até 1999.

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