O acordo automotivo assinado terça-feira à noite entre o Brasil e a Argentina, que criou, mais uma vez, forte polêmica entre as montadoras argentinas, terá de ser rediscutido ou renegociado no âmbito interno e não mais com o governo brasileiro. O acordo é definitivo e será assinado pelos presidentes do Mercosul no dia 15 de dezembro, em Florianópolis (SC), onde será realizada a reunião de cúpula do bloco, segundo a Embaixada brasileira em Buenos Aires.
O embaixador Sebastião do Rego Barros informou à Agência Estado que a negociação do regime comum automotivo, até a sua conclusão, esta semana, foi feita de forma muito cuidadosa e levando sempre em conta os interesses e as considerações do setor privado, que inclui montadoras e fabricantes de autopeças instaladas nos dois países. ‘‘Os governos brasileiro e argentino ouviram sempre as empresas e associações que representam o setor e, desde o início do segundo semestre deste ano, fizemos um trabalho profundo de investigação técnica sempre em contato com as empresas’’, disse o embaixador.
Rego Barros explicou que o acordo é satisfatório para os dois países e também para o setor privado. ‘‘A Adefa não é parte negociadora’’, sentenciou.

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