ArquivoCusto BrasilSistema portuário
do Brasil:
obsoleto e dos
mais caros
do mundoApesar de ter a maior área agricultável do mundo, o Brasil ocupa apenas o oitavo lugar nas exportações agrícolas mundiais, e se quiser aproveitar as novas oportunidades que estão surgindo no mercado internacional, precisará reformular rapidamente a sua política de comércio exterior, com a criação de um órgão específico de nível ministerial que conduza e administre as questões de interesse do País.
A avaliação é do assessor especial de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Carlos Nayro Coelho, ao defender a adoção de um eficiente sistema de promoção comercial que incorpore os novos conceitos, métodos e sistemas trazidos com a globalização da economia.
Para ele, a estrutura governamental que cuida do comércio exterior é dispersa, confusa, tem pouca mobilidade, baixa capacidade operacional, escassez de pessoal especializado e, principalmente, falta de um comando político bem definido.
‘‘Na nova ordem mundial cada vez mais a diplomacia tradicional está cedendo lugar ao que se chama de diplomacia comercial’’, afirmou. O trabalho desenvolvido pelo Ministério das Relações Exteriores, acredita o economista, ainda tem uma estrutura técnica e administrativa treinada e voltada para a diplomacia tradicional e o Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo (MICT) que possui inclusive uma secretaria de Comércio Exterior, está mais voltado para assuntos industriais e comerciais de natureza doméstica.
‘‘Um órgão exclusivo teria a função de comandar as negociações comerciais, formular e executar, com o apoio dos demais ministérios, a política de comércio exterior do Brasil tendo em vista, inclusive, as complexas negociações para a implantação da ALCA, o reinício das negociações na OMC em 1999 e, acima de tudo, o problema do desequilíbrio da balança comercial’’, sugeriu.
O assessor especial de Política Agrícola do Ministério da Agricultura Carlos Nayro Coelho, acredita que os próximos cinco anos serão cruciais para os países com interesse em aumentar as exportações agrícolas e firmar posições no mercado internacional. ‘‘A posição estratégica de cada país no agribusiness, visto de forma global, será decidida e consolidada neste período, quando os grandes importadores mundiais tenderão a buscar fontes alternativas e confiáveis de suprimento’’, avalia, acrescentando que o quadro cria uma situação bastante favorável para o Brasil.
Ele defende uma parceria entre o Ministério da Agricultura e os setores agro-exportadores privados, para o estabelecimento de um programa brasileiro de promoção das exportações agrícolas, que inclua a definição dos produtos e setores a serem beneficiados, público alvo, mecanismos e formas de divulgação, entre outros. ‘‘O sistema de promoção comercial já é utilizado em larga escala pelos grandes exportadores mundiais e é fundamental para se enfrentar o novo ambiente mais aberto e competitivo com as regras liberalizantes da OMC’’, afirma. No ano passado, as exportações agrícolas brasileiras responderam por 30,4% do total de US$ 47,7 bilhões exportados, levando a um superávit da balança comercial agrícola de US$ 8,4 bilhões, euquanto o déficit da balança comercial do País atingiu US$ 5,5 bilhões. Carlos Nayro acredita que há espaço para crescimento superior a 5% nas exportações agrícolas brasileiras nos próximos anos.

mockup