Brasil não quer salvaguarda ligada à desvalorização
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 22 de outubro de 2001
Agência Folha<br> De Brasília 
O governo brasileiro já preparou a contraproposta que irá apresentar à Argentina para a adoção de salvaguardas (barreiras ao comércio) no Mercosul. O Brasil não vai aceitar a vinculação das salvaguardas à desvalorização do real - como propôs o parceiro - e quer que as medidas se limitem a setores que comprovem prejuízos.
A proposta será entregue ao governo argentino em reuniões amanhã e quinta-feira, entre representantes dos dois países, em Buenos Aires. Pelos planos do Brasil, o mecanismo de salvaguarda por meio de tarifas de importação será acionado somente para setores que comprovarem que as exportações brasileiras causam danos à indústria argentina.
O nível de proteção, ou seja, a tarifa a ser adotada, teria de garantir alguma preferência para os produtos do Mercosul. Isso significa que as salvaguardas teriam que ser menores do que a TEC (Tarifa Externa Comum) do Mercosul, cuja média é de 14%, com variações dependendo do setor.


